Amphipleura

lindheimeri

Espécie

Grupo Taxonômico

Amphipleura lindheimeri

Grupo Taxonômômico

Nível Taxonômico Classificação
Império Eukaryota
Reino Chromista
Filo Heterokontophyta
Classe Bacillariophyceae
Ordem Naviculales
Família Amphipleuraceae
Gênero Amphipleura
Espécie Amphipleura lindheimeri Grunow, 1862

Morfologia:

Amphipleura lindheimeri é uma diatomácea penada com valvas linear-lanceoladas, muito estreitas, que se afilam suavemente em direção a ápices arredondados e ligeiramente constritos. Uma característica distintiva do gênero Amphipleura é a presença de uma rafe curta, confinada a uma estrutura conhecida como "olhos de agulha" (porte-crayon) próximo às extremidades da valva, e uma costela longitudinal de baixo perfil que percorre a maior parte do eixo apical. As estrias são extremamente finas e densas, geralmente não resolvíveis por microscopia de luz convencional, exigindo técnicas de alta resolução para sua visualização.

Distribuição Geográfica

É considerada uma espécie cosmopolita, encontrada em ambientes de água doce em diversas partes do mundo. Registros confirmam sua presença na América do Norte, América do Sul (como em rios no sul do Brasil) e Ásia (com registros recentes na Tailândia).

Bioma

Dulcícola (água doce).

Hábitat

Amphipleura lindheimeri é uma espécie primariamente bentônica, habitando o sedimento de rios, riachos e lagos. Embora possa ser encontrada no plâncton devido ao movimento da água, seu principal habitat é associado a substratos no fundo dos corpos d'água.

Corpo d'água

Rios, riachos e lagos de fluxo lento a moderado.

Importância Ecológica

Como produtora primária, Amphipleura lindheimeri contribui para a base da cadeia alimentar nos ecossistemas aquáticos onde ocorre. Integra as comunidades de algas bentônicas que são fundamentais para a ciclagem de nutrientes e produção de oxigênio.

Tolerância Ambiental

A espécie é adaptada a uma variedade de condições de água doce. Estudos sugerem que sua presença está frequentemente associada a ambientes com baixa a moderada concentração de nutrientes e pouca poluição orgânica, indicando uma preferência por águas mais limpas.

Bioindicador Ambiental

Amphipleura lindheimeri é utilizada em estudos de monitoramento da qualidade da água como uma espécie indicadora. Sua presença em abundância pode ser um indicativo de águas oligotróficas a mesotróficas (baixa a moderada produtividade) e com baixo nível de contaminação por matéria orgânica.

Reprodução e Ciclo de Vida

Como a maioria das diatomáceas, Amphipleura lindheimeri se reproduz primariamente de forma assexuada por divisão celular mitótica. Este processo leva a uma diminuição gradual do tamanho médio das células na população. Para restaurar o tamanho máximo, ocorre a reprodução sexuada, com a formação de gametas que se fundem para formar um zigoto, o qual se desenvolve em um auxósporo.

Métodos de Coleta e Preservação

Amostras de sedimento ou de substratos submersos (como rochas e macrófitas) são coletadas em corpos de água doce. O material é então processado em laboratório para limpeza das frústulas de sílica através de oxidação da matéria orgânica. A identificação é realizada por meio de microscopia óptica e, para detalhes mais finos, microscopia eletrônica de varredura (MEV). As amostras podem ser preservadas em formalina ou álcool.

Aspectos Evolutivos e Sistemáticos

O gênero Amphipleura pertence à família Amphipleuraceae, na ordem Naviculales. A principal característica que o define é a estrutura única da rafe, que é fortemente reduzida e confinada às extremidades da valva. A espécie tipo do gênero é Amphipleura pellucida. A taxonomia do gênero e suas espécies relacionadas é complexa e tem sido objeto de revisão com o uso de técnicas de microscopia eletrônica e análise molecular.

Referências Bibliográficas

  1. Kociolek, J.P., et al. (2026). DiatomBase. Amphipleura lindheimeri Grunow, 1862. Acessado em: https://www.diatombase.org/aphia.php?p=taxdetails&id=610372 em 22 de janeiro de 2026.
  2. Leelahakriengkrai, P., & Kunpradid, T. (2018). Benthic diatoms in the Ping River and its tributaries in Mae Taeng District, Chiang Mai Province, Thailand. BIOTROPIA, 25(3), 169-179. https://journal.biotrop.org/index.php/biotropia/article/view/842
  3. Spaulding, S., & Edlund, M. (2009). Amphipleura. In Diatoms of North America. Acessado em 22 de janeiro de 2026, de https://diatoms.org/genera/amphipleura
  4. Salomoni, S. E., et al. (2008). Epilithic diatoms as organic contamination degree indicators in Guaporé River, Rio Grande do Sul State, Brazil. Acta Limnologica Brasiliensia, 20(4), 313-324.

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